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Bel Cesar

Bel Cesar

Meu nome é Isabel Villares Lenz Cesar, mas todos me chamam de Bel. Nasci dia dezesseis de março de 1957, em São Paulo, Brasil.

Quando eu tinha 21 anos, fiz minha primeira viagem ao Oriente em busca do budismo. Meu pai havia falecido, e eu estava estudando musicoterapia em Salzburg (Áustria) já havia um ano. Sentindo-me vazia com a sua morte, um dia percebi que desenhar flores de lótus me preenchia de algo bom. Mostrei meus desenhos a uma amiga de Macau, e ela me disse: “Por que você não vai atrás das flores de lótus? Nos templos budistas de Hong Kong tem flores iguais às que você desenha”.

O impacto dessa conversa foi tão grande que tranquei a minha matrícula no curso e fui morar cinco meses em Hong Kong. Aprendi Tai Chi com o mestre da minha amiga e visitei inúmeros templos budistas chineses. Eu ficava sentada olhando as flores e assistindo às cerimônias horas e horas… Mas sempre como observadora. Até o dia em que vi uma imagem de Avalokitesvara de Mil Braços e fiquei tomada por aquela experiência. Tirei muitas fotos e, dessa vez, eu não estava mais apenas observando; havia algo em mim que estava participando daquele momento. Lembro de ter dito a mim mesma: “É isso que eu estava procurando.”

Voltei a morar em São Paulo depois de ter completado meu curso em Salzburg e não busquei mais as flores de lótus por nove anos. Aos 22 anos com o Daniel Calmanowitz e tivemos dois filhos: o Michel e a Fernanda. No dia do meu aniversário de trinta anos, um astrólogo chamado Monsieur Charrete levou um casal de amigos, a Monica Benvenutti e o ClaudioBianchi seus à minha casa, dizendo: “Eu indiquei você a eles para ajudá-los a trazer um Lama tibetano para o Brasil”. E assim aconteceu: depois de um mês, Lama Gangchen Rinpoche chegou a São Paulo acompanhado do Claudio Cipullo, um monge italiano.

Quando vi Lama Gangchen pela primeira vez, a Monica, ele e eu tivemos um ataque de riso! Me lembro de ter comparado nosso primeiro encontro com a sensação de ter um fio elétrico que saída de meu umbigo e se ligava no corpo de Rinpoche. Em seguida, sentados em volta de uma mesa em um restaurante japonês, começando a nos conhecer, fixei meu olhar em Lama Gangchen que estava olhando para outra direção. No exato momento em que pensei: “Ele é o que as pessoas chamam de um Guru…”, Rinpoche girou seu rosto velozmente para mim e me olhou doce e profundamente. Uma grande emoção. Senti meu corpo estremecer. Olhos nos olhos: senti que havia uma conexão autêntica entre nós. Nos dias seguintes, fui me dando conta de que estava profundamente relaxada. Lembro-me bem quando disse a mim mesma: “Essa paz é algo novo em mim”. Assim, como Lama Gangchen nos escreve em seu livro Autocuta Tântrica III: “Nós nos ligamos a um Lama Curador porque gostamos de sua vibração de amor, sua energia de cura e seu sorriso interior.” Quando há conexão de coração para coração não é preciso racionalizar muito para aprender o que um mestre quer nos ensinar.

Rinpoche esteve no Brasil por 12 dias. Organizamos um final de semana livre para descansar na Ilha Bela e no seguinte um retiro com vinte pessoas em Campos do Jordão.

Na Ilha Bela, apenas rês dias depois de sua chagada no Brasil, Rinpoche me chamou para conversar com ele. De costas para mim, arrumando uns objetos numa prateleira ele me disse assim que entrei: “Você é a pessoa que vai abrir o meu primeiro Centro de Dharma no Ocidente”. Depois de ter dito OK, ele disse: “Muito bom, agora você pode ir”. Apesar do susto, havia algo que fazia muito sentido. Não conversamos mais a esse respeito até a sua segunda visita no Brasil que ocorreu um ano depois, em abril de 1988.

Em Campos do Jordão, fizemos a iniciação de Avalokitesvara, aquele que abre os olhos. Durante a cerimônia, Rinpoche nos mostrou cartas de Bons Auspícios, com desenhos de lótus. Tudo fazia sentido para mim, mesmo que eu não estivesse racionalmente entendendo nada. Durante esses dias senti medo, ansiedade, amor e serenidade. Em nossa última conversa antes de partir, me disse: “Agora, quando você contar para as pessoas que conheceu um mestre budista, quase ninguém vai entender, mas daqui a 15 anos todo mundo vai conhecer o budismo.” O que eu não podia prever naquela época é que meu filho Lama Michel, seria uma das pessoas que mais ajudariam o crescimento do budismo no Brasil.

Lama Michel tinha cinco anos quando encontrou com o Rinpoche pela primeira vez. Como ele mesmo costuma contar, foi amor à primeira vista. Rinpoche nos disse que todo mundo dizia para ele não vir para o Brasil. Isso o deixou intrigado e o fez entender que aqui tinha algo muito importante, o que reforçou sua decisão de vir.

Quando Rinpoche foi embora, estava tomada por duas certezas: seguir o caminho do budismo e me divorciar. Esses dias haviam sido intensos demais para não deixar suas marcas. Agora queria ler, estudar e praticar. Em português, havia apenas um livro sobre o Budismo Tibetano – Lama Govinda. Xxxxxx. Lia, lia e não entendia nada, mas continuava lendo e fazendo anotações mesmo assim.

Todas as quartas-feiras, nos reunimos em casa com poucas pessoas que permaneceram para praticar. Era tudo muito simples. Montávamos o altar com as oferendas, e recitávamos os versos das quatro meditações ilimitadas –

Possam todos os seres sencientes
ter felicidade e sua causa.
Possam todos os seres sencientes
ser livres do sofrimento e de sua causa.
Possam todos os seres sencientes jamais se separar
da felicidade que não conhece o sofrimento.
Possam todos os seres sencientes viver no estado
de equilíbrio contínuo, livres dos extremos
da atração por uns e da aversão por outros.

e repetíamos 21 vezes os mantras de Buddha Shakyamuni – OM MUMI MUNI MAHA MUNI SHAYA MUNI SOHA , de Tara Verde – OM TARE TUTTARE TURE SOHA e do Buddha da Compaixão Avalokitesvara – OM MANI PEME HUNG.

Após um ano telefonei para Rinpoche e disse que não sabia mais o que fazer tanto com a minha vida como com nossos encontros. Ele então me respondeu: “Estava apenas esperando que você me chamasse, chego em um mês”. Mais um vez poucas palavras transformavam minha vida rapidamente. Desta vez, tinha pouco tempo para organizar a sua vinda para o Brasil para um público maior.

Havia escrito um pequeno release sobre suas atividades e enviado pelo correio para quem eu acreditava que pudesse se interessar. O meu amigo Kaká, levou esse release para um amigo jornalista na Folha de São Paulo, que entrevistou o Rinpoche no primeiro dia de sua chegada. No dia seguinte, a foto de Rinpoche estava na primeira página de um dos dois principais jornais de São Paulo, com a chamada: “Lama do Tibete vem para ‘desnuviar o céu’ – para Lama Gangchen a mente saudável é como um céu azul.”.

Ao final da entrevista, perguntaram qual era a instituição que havia lhe convidado, e ele deu meu nome. Como haviam colocado o telefone de casa, acordamos com a primeira chamada por volta das 6:30 da manhã querendo marcar uma consulta. Afinal, na entrevista Rinpoche disse que havia vindo ao Brasil como um Lama Curador. Estávamos no auge da chegada da Aids. O telefone literalmente não parava de tocar. Durante três semanas de segunda a quinta-feira Rinpoche viu 360 pacientes. Lembro-me de dizer: “Até parece que Jesus Cristo baixou na minha casa para fazer seus milagres”. O atendimento durava em média de 5 a 10 minutos. O paciente contava o que está lhe acontecendo, Rimpoche media seu pulso com os dedos, fazia algumas perguntas, indicava os remédios tibetanos, as pílulas sagradas da água e do creme e transmitia o mantra de Buddha Shakyamuni OM MUMI MUNI MAHA MUNI SHAYA MUNI SOHA, dizendo que esse era o seu amigo espiritual. Depois o abençoava e lhe oferecia uma fita de proteção.

As pílulas de recuperação da energia das Bodhichittas branca e vermelha são usadas nas bênçãos são feitas de ervas e pedras preciosas, uma receita muito antiga da linhagem de Lama Gangchen. Normalmente elas são colocadas em um creme ou na água, que funcionam como o veículo para sua energia sutil.

Certa vez Lama Gangchen me disse: “O poder destas pílulas está em sua força sutil. Basta passar os dedos sobre elas e pegar um pouco do creme. O poder delas jamais se extingue, pois elas são capazes de dar e receber energia ao mesmo tempo, ao contrário dos ocidentais que quando estão dando não pensam que podem receber e vice-versa”.

No período em que ajudei a traduzir esses atendimentos, inúmeras vezes pude presenciar a mesma cena: alguém fazendo muitas perguntas e Rinpoche respondendo com poucas palavras de sabedoria e compaixão. Talvez um bom exemplo seja uma ocasião em que uma paciente lhe perguntou: “Por que tenho medo? Vou morrer como minha mãe?”…

Rinpoche a olhava atenciosamente e a cada nova pergunta dizia: “Hã… hã… O que mais você quer perguntar?”. Até que, num determinado momento, as perguntas finalmente cessaram. Rinpoche, então, falou: “Hoje você não fará mais perguntas. Amanhã você não fará perguntas. Depois de amanhã, a mesma coisa. Se no dia seguinte você continuar a não questionar, é possível que escute dentro de você uma pequena resposta. Se você continuar a não perguntar, a cada dia essa resposta irá crescer. Isso porque sua mente está com espaço apenas para perguntas e não para respostas”.

Rinpoche deu também uma palestra no Clube Pinheiros que lotou o auditório com 530 pessoas. (Anexo colocar a transcrição) Os dois retiros que estavam previstos para 30 pessoas, tiveram 90 inscritos em cada um. Assim como Rinpoche costuma dizer que o “Impossível torna-se possível” conseguimos arranjar lugares para todos. Durante estes finais de semana, Rinpoche transmitiu a iniciação de Tara Branca dos Sete Olhos, que veio a se tornar nossa principal meditação até 1994, quando introduziu a prática de Autocura Tântrica NgalSo.

Agora estava claro para mim, porque Lama Gangchen havia me dito que eu seria a pessoa abrir o seu primeiro Centro do Ocidente. Com pouca organização e muita disposição havíamos beneficiado muita gente. Viajei então para Suíça e para Itália tanto para visitar o Rinpoche como para conhecer alguns centros budistas. Quando retornei, comprei a casa da Rua Aimberê, 2008 no bairro de Perdizes, em São Paulo. Como a casa precisaria de uma grande reforma, pensei em nos reunirmos lá antes de iniciar as obras. Ao compartilhar com o Rinpoche sobre nossa intensão de fazer um Puja (cerimônia de meditação) ele me disse: “Às vezes você precisa de um Lama, às vezes você não precisa de um Lama. Agora você precisa de um Lama e eu venho em uma semana.” Esta foi a única vez na sua vida que Rinpoche viajou sozinho de avião. Assim, dia 3 de dezembro, aniversário de Lama Tsong Khapa, Rinpoche fundou o Centro de Dharma da Paz Shi De Chöe Tsog.

Naquele ano, estava me formando em Psicologia, mas já havia compreendido que seria a filosofia budista a base de meu trabalho. Passei a trabalhar com o atendimento psicoterapêutico e a acompanhar pacientes que enfrentam as questões da morte sob a perspectiva da psicologia budista. O budismo estava presente em todas as minha ações cotidianas. Já haviam vários livros traduzidos para o português pela Editora Pensamento.

Em abril de 1990, com a reforma do Centro de Dharma acabada, Rinpoche deu o seu primeiro Workshop de Autocura I, que no ano seguinte tornou-se seu primeiro livro. Depois escreveu, com a ajuda de Lama Caroline, o Autocura Tântrica II e o Autocura Tântrica III. Todos editados no Brasil pela Editara Gaia. Em junho de 2000, Rinpoche escreveu no prefácio da segunda Edição do seu livro Autocura I “… Este livro é a edição da transcrição de um workshop que dei em São Paulo em 1990. Ele foi o primeiro de uma série de livros que escrevi nos últimos dez anos para tentar ajudar a superar uma sensação tão presente nos dias de hoje: a de que algo sempre está faltando. De alguma forma, meus projetos sempre se realizaram primeiro no Brasil, o país do futuro, o que, acredito, se deve ao coração caloroso e aberto do povo brasileiro. Este livro é importante, pois apresenta de forma bastante simples e acessível a essência dos meus pensamentos sobre como praticar o budismo no Ocidente, isto é, como desenvolver paz interna e mundial. Este livro é um verdadeiro presente para as pessoas do terceiro milênio, pois pode ajudá-las a integrar a paz em seu cotidiano.”

Seu principal ensinamento no de Autocura I, foi nos incentivar a nos perguntar: “Quem são esses que parecem nossos amigos, mas na realidade são inimigos?. Para os que buscam profundidade, essa pergunta é fundamental. A partir dessa questão, teremos uma compreensão clara de como praticar a autocura. Refletindo dessa forma, poderemos nos desapegar dos nossos problemas. Assim, teremos uma mente estável e o workshop de hoje terá sido útil e de grande benefício para todos nós. É questionando sobre quem é o verdadeiro amigo que poderemos destruir nossa ignorância.”

Desde 1989 viajei com Rinpoche para o Oriente inúmeras vezes. Índia, Nepal, Malásia, Indonésia, China e Tibete. O convívio diário com o Rinpoche, tornou-se meu maior aprendizado sobre o budismo. Passei a escrever suas frases espontâneas de sabedoria, o modo como tomava decisões e lidava com as situações de maior desafio. Todas essas anotações estão em meus livros. Durante anos também registrei em vídeos nossas viagens e seus ensinamentos. São mais de novecentas horas. Todo esse material hoje está digitalizado e catalogado, em posse de Lama Michel e da Fernanda, minha filha. Creio que este é o maior presente que posso deixar para as gerações futuras.

Os ensinamentos de Rinpoche e de Lama Michel permeiam o meu cotidiano, assim como meu trabalho como psicoterapeuta. Desde 1990, sob sua orientação, comecei a trabalhar com pacientes terminais. Rinpoche nos ensina que podemos não apenas morrer sem medo, mas ir além do medo e desfrutar da morte. Ele nos disse: “Podemos aprender a olhar a nossa própria morte como diretores de um filme. Em geral, parece que, pela dissolução de nosso físico, morreremos fracos, mas com a energia da autocura podemos morrer fortes. A qualidade de nossa morte está em nossas próprias mãos”.

Em 2004, quando estávamos iniciando um retiro com Rinpoche no Brasil, ele teve que inesperadamente viajar para Espanha. Ficamos todos atordoados. Naquele dia, disse para ele: “Rinpoche, hoje notei o quanto estou despreparada para lidar um dia com a sua morte. O que posso fazer?” Ele respondeu: “Tenha uma relação mais sutil com o Guru”. A partir desse dia, de um modo estranhamento natural, senti que passei a interiorizar sua presença. Nei sei exatamente como explicar isto, mas sei que, desde então, sinto que um programa interno diferente instalou-se em mim. Em abril de 2017, perguntei a ele: “Se você morrer antes de mim, estará comigo quando eu morrer?”. Com simplicidade e clareza dele logo me respondeu: “Eu vivo ou não, a minha mente existe. Para ninguém isso será um problema. Mesmo que meu corpo não esteja aqui, a minha mente estará aqui. Como eu nasci nesta vida é incrível. Isso é possível. Isso é tão bom.”

Em outro momento nos falou: “A morte é como a vida. A gente tem que aprender a deixar o passado e se mover para o futuro o tempo todo”. Rinpoche nos ensina a não nos deixarmos nos pressionar pelo futuro na medida em que seguimos apenas a positividade.

Em julho de 2017 Rinpoche nos disse: “Os fenômenos estão em nossas mãos. Somos nós quem escolhemos se queremos ir para a direita ou para esquerda. Se fazemos ações positivas ou não”. Desta forma, ele no ensina que nossa vida está 100% em nossas mãos. A maneira como encaramos os fatos faz toda a diferença, pois é ela quem determina as escolhas que vamos fazer. Não é, portanto, uma questão de controlar os fenômenos a nosso favor, mas de dançar com eles!

Rinpoche nos estimula a cultivar uma mente estável e flexível ao mesmo tempo, para sermos capazes de fazer algo que produza positividade na rede interdependente dos fenômenos. Certa vez ele nos disse: “Ter a mente tensa é como ter as mãos tensas: você não consegue tocar em nada. Portanto, precisamos decidir não cultivar uma mente estúpida, programando-nos com muita precisão. É tudo uma questão de não seguir emoções negativas, aceitando a paz e seguindo-a. Quando estamos em paz, tudo começa a vir automaticamente de maneira positiva”.

Rinpoche nos ensinou que temos que unir todos os aspectos fragmentados em nós mesmos, que estão em guerra. Trazê-los juntos, torná-los amigos. Aceitar nosso próprio paradoxo interior:

“Temos uma mente ladrão que quer roubar algo de nós mesmos. Quer nos esconder algo . Pior que o ladrão externo, é nosso ladrão interno”.

Desta forma, Rinpoche nos inspira sempre a seguir em frente. Creio que um de seus ensinamentos que mais me acompanha é a importância de confiar em nós mesmos, isto é, de que saberemos gerar a energia positiva necessária para cada momento. Deste modo, seremos sempre inteiramente pró ativos, não importa se estivermos diante da dor ou do bem estar. Aliás, Rinpoche nos inspira a lidar com nossas angústias e sofrimento sem preconceitos. Sofrer não é um problema enquanto estivermos aprendendo algo de positivo com ele. Mas uma vez que resolvemos este problema, temos que saber dizer “Bye, Bye para ele”.

Outra frase de Rinpoche que teve muito impacto sobre mim, foi quando ele me disse: “Mesmo que você tivesse o dinheiro necessário para comprar um supermercado inteiro, não teria tempo suficiente, em uma só vida, para degustar coisa por coisa. Temos de aceitar os limites de sermos humanos”.

Sempre fui uma pessoa muito ativa. Assim como Rinpoche me disse: “ Algumas pessoas tem uma mente Yogue, por isso gostam de meditar. Você tem uma mente de ação. Gosta de fazer as coisas.” A partir daí compreendi que a minha meditação está no dia a dia, buscando praticar generosidade, paciência, moralidade e esforço entusiástico. Fazer algo com amor. Dar algo com amor.

Desde 2002, em parceria com Peter Webb, realizamos em nosso sítio Vida de Clara Luz atividades de Ecopsicologia, unindo os conceitos da psicologia e do budismo tibetano à Permacultura. Chamamos nosso grupo de Plantio Coletivo. Com estas atividades realizamos mais um projeto de Paz de Lama Gangchen Rinpoche e Lama Michel Rinpoche.


São Paulo, 5 de janeiro de 2019

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